EntrevistasFranquia Pastel

ENTREVISTA PEGN

By 15 de maio de 2019 maio 20th, 2019 No Comments

De massa leve e crocante, com recheios tão variados quanto o gosto do consumidor, o pastel tem lugar garantido na culinária brasileira – só nas 940 feiras livres semanais de São Paulo, onde há cerca de 800 pasteleiros, consumidores fiéis devoram nada menos que 7 milhões de unidades mensais.

Iguaria ao alcance de todos os bolsos, o pastel começou a ser vendido na capital paulista na primeira metade do século por imigrantes chineses. Durante muito tempo, foi produzido por empreendedores de pequeno porte, que o vendiam em lojas de rua situada em pontos estratégicos, bancas, carrinhos e até cestas. Na última década, porém, o negócio sofisticou-se e chegou aos shopping centers do país, nos quais é tratado como fast food. Já existem redes de pastelarias, como a Pastelândia, do empreendedor Marcos Eduardo Regina. As 20 lojas do grupo, espalhadas pela cidade de São Paulo, faturam cerca de US$ 365 mil por mês. ‘’Estou certo de que podemos vender muito mais do que 400 mil pastéis ao mês’’, garante Marcos Regina.

Com o Plano Collor I, ele ficou sem capital de giro, fato que se agravou com a recessão econômica.(Curiosamente, ele enxergou uma oportunidade em meio a intensa crise, a de crescer, e foi então  que alavancou seu negócio, aberto em 1988.)

A saída foi reformular totalmente a estrutura de custos da empresa. Assim, depois de vender três as quatro lojas que formavam a rede, a Pastelândia iniciou no ano passado uma meteórica trajetória pelo franchising, abrindo 19 pontos até agora, cada qual faturando, em média, US$ 15 mil mensais. Marcos Regina tem 42 empregados e está investindo US$ 400 mil na ampliação da fábrica localizada na zona sul de São Paulo, responsável pela produção dos pastéis e recheios que abastecem a rede. O faturamento dessa unidade, hoje em torno dos US$ 95 mil, poderá pular para mais de US$ 2 milhões com a futura produção de massa para talharim e lasanha.